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Reportagem

Anilhagem em Palmas - Brasil

A APAA no VII Cong. Ornitologia

Proj. RAS com Charadrius dubius

Anilhar na Hungria

Anilhar em Portugal

Marrocos 2011

Breve História da Ornitologia

Anilhar na Bélgica

Há dias que nunca mais fogem...

Anilhar na Finlândia

Anilhar na Suécia

Campanha MIGRAÇÃO - Tornada

Estudo da demografia dos albatrozes

Anilhagem nas Salinas do Samouco

Anilhar nos Açores

Expedição CERCOTRICHAS 2008

 

 

Histórias de aves

Remiz pendulinus

Parus major

 

EEC

EEC Água Branca - Odemira

EEC Paul do Taipal - Montemor-o-Velho

EEC Paul da Madriz 2 - Soure

EEC Paul da Madriz 1 - Soure

EEC Fonte da Benémola - Loulé

EEC Parque Biológico de Gaia - Gaia

 

MAI

Vale Soeiro - Coimbra

 

MAI - Vale Soeiro

por Paulo Tenreiro

 

 

 

Mata de Vale Soeiro - Larçã
Concelho: Coimbra
Distrito: Coimbra

Coordenadas: N 40º18’48.71’’ W 8º24’10.54’’

Anilhadores:
Luís Silva, Paulo Tenreiro, Miguel Araújo, Sérgio Pedrosa-Marques e Paulo Ferreira

Número de redes em funcionamento:
1x9m + 2x12m + 9x15m.

Tipo de habitat: Maquis.
 

 


Ouvi falar pela primeira vez desta área florestal quando o João Pardal (Presidente da Freguesia de Souselas e Técnico Superior da Câmara Municipal de Coimbra) entrou pela minha casa dentro, para me falar de um projecto que estava a desenvolver e precisava da minha ajuda, nomeadamente cedendo algumas fotografias.

 


Este projecto consistia na elaboração de um livro com o título “Percursos da Natureza de Coimbra”, a editar pela C.M.C. e alguns pontos deste percursos situavam-se na freguesia onde resido e limítrofes. Na conversa mostrou-me alguma informação de Vale Soeiro, referindo-o como sendo um maquis o que me chamou desde logo a atenção.

 


Mais tarde dei uma espreitadela muito ligeira ao local e achei-o bastante interessante, mas a minha área de actuação é o Baixo Mondego e nunca fiz mais nada aqui senão espreitar de vez em quando da estrada que liga Botão a Larçã.
Esta área situa-se na Freguesia de Botão e é uma pequena mata que apresenta características marcadamente mediterrânicas, representando o sub-bosque da antiga floresta mediterrânica, povoada por espécies vegetais de folha persistente. É composta por arbustos muito densos e de difícil penetração, como o medronheiro e o carrasco que chegam a atingir porte arbóreo. Também ocorrem espécies arbustivas  como o folhado e a aroeira. Visto de longe, este maquis impressiona pela exuberância e pela densidade da sua vegetação, que o torna quase impenetrável devido à quantidade de plantas trepadeiras, como a alegação e a hera.

 


Quando a APAA lançou o projecto intitulado MAI - Monitorização de Aves Invernantes, eu e o Luís Silva combinámos instalar uma estação de anilhagem nas proximidades das nossas residências. E foi aí que me lembrei desta mata.
E para nossa surpresa, descobrimos que esta área florestal tem uma quantidade impressionante de aves, que foge ao que conhecíamos até agora. Nunca trabalhei numa área florestal com capturas tão elevadas de aves florestais como neste local.


Às vezes, o tesouro está mesmo debaixo dos nossos narizes.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
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